sexta-feira, 22 de abril de 2011

UM CORAÇÃO QUEBRANTADO


Mc. 14. 1-9

Vivemos num mundo onde a conspirações por todos os lados, vivemos num mundo onde as pessoas estão num processo de endurecimento de coração, pelas decepções, pelas desilusões profissionais e amorosas, pelo desamor, pelo egoísmo, tudo isso tem classificado os corações. Observamos hoje no mundo vidas secas, corações petrificados, que se tornam insensíveis em todos os aspectos.

No texto que lemos, podemos ter duas visões de Jesus, dos conspiradores de coração duro, e de uma mulher com um coração sensível, um coração adorador. Uma mulher que tinha uma sensibilidade humana e espiritual. Jesus estava vivendo seus últimos dias como Filho encarnado em Jerusalém. Esta semana é a culminação de todo seu ministério e a concretização do projeto de Deus. Os conspiradores já haviam decidido entre si, vamos matá-lo depois da Páscoa v 2, mas Deus já havia determinado que fosse durante a Páscoa. Mas as coisas não saíram como eles planejaram, pois o TODO PODEROSO Já havia decidido, será na festa de Páscoa. E neste mundo cheios de conspirações de corações duros, sem paz e sem Deus podemos ver um amor demonstrado a Jesus.
Nem Mateus nem Marcos nos informam o nome desta mulher, mas João nos conta que ela era Maria de Betânia, a irmã de Marta e Lázaro (Jo. 12.1-3). Está mulher aparece apenas três vezes nos evangelhos e em todas as ocasiões estava aos pés de Jesus para aprender. (Lc.10.39) para chorar (Jo.11.32,33) e para agradecer (Jo.12.1-2).

I.                   Ela praticou uma boa ação (v3, 6).
Ungiu o Senhor para a sepultura, demonstra sua fé e devoção:
* Humana – Podia sentir a dor de Jesus
* Espiritual – Entendia que chegado à hora.
Hoje não podemos quebrar o vaso de alabastro, nem derramar na cabeça de Jesus, mas podemos quebrar nosso coração (Sl. 34.18; Coração). (Is. 57.15; 61.1 Qual a boa ação que tenho feito?)
(Atitude, ação)
II.                Ela fez o que pode (v8)
Demonstra seu esforço e sua sensibilidade.
“Tempo oportuno”. Maria demonstrou seu amor a Jesus antes de sua morte e antecipou-se a ungi-lo. (muitas vezes só queremos dizer eu te amo quando alguém se vai).
* Humana – Podia sentir a dor de Jesus
* Espiritual – Compreendia que a hora era chegada em que o Senhor seria sacrificado.

III.             Ela foi Humilde
Esta mulher era Maria aquela que no inicio falamos, estava acostumada a sentar-se aos pés de Jesus para ouvi-lo (Lc 10.39; Jo 11.32; 12.3). Meus irmãos não podemos perder a sensibilidade humana e espiritual. Ungir os pés de Jesus com lágrimas, e enxugar com atitudes Sl. 51.16,17
* Toda casa se encheu com a fragrância do perfume
* Como a casa ficará cheirosa se nós não quebramos o vaso, como exalaremos o bom perfume de Cristo, se nós não quebrarmos o coração para Deus. IICo.2.14,15

Como está o nosso coração?
Um coração cristão é aquele que sente que vê que pratica e vive o Evangelho de Jesus Cristo. O desafio meu e seu, é de colocar em prática as lições que Jesus nos deixou pra vivermos. Um coração quebrantado Deus não despreza, portanto vamos abrir o coração para Deus;

Qual lição podemos trazer para nossa vida cristã?

1 Praticarmos uma boa ação?
2 Fazermos o possível?
3 Somos humilde?


Josias Sillva
Javé Nisi

sexta-feira, 4 de março de 2011

Como meditar - Richard Baxter

Tendo lhe falado sobre as coisas que deveriam ser o assunto da sua meditação, eu lhe falarei a seguir, brevemente, de que maneira você deve fazer isso. Eu não me demorarei em prescrever-lhe nenhum longo ou exato método de meditação, tanto porque isto não estaria de acordo com a minha intenção de brevidade, como porque as pessoas com as quais eu agora estou tratando não seriam capazes de observar tais regras. Se alguém desejar este tipo de ajuda pode transferir os conselhos que são oferecidos sobre outro assunto no meu livro sobre o Descanso, para o assunto que trataremos agora.
1. Não espere que tais pensamentos venham por si mesmos à sua mente, mas disponha-se propositadamente a considerar estes assuntos. Tome algum tempo para chamar sua alma para considerar o seu presente estado e sua preparação para a eternidade.
Se um ímpio, Sêneca, podia obrigar-se cada noite a prestar contas a si mesmo pelo mal cometido, e pelo bem a que se omitiu no dia findo, como ele declara que fazia cotidianamente, por que, mesmo um homem não convertido, que dispõe dos incentivos que agora encontra em nosso meio, não pode meditar sobre o estado da sua alma? Mas eu sei que um coração carnal é excessivamente avesso a considerações sérias, e detesta ser incomodado com tais pensamentos. Além disso, o diabo fará o que puder para impedi-lo, pessoalmente ou por intermédio de outros. Mas, se pelo menos os homens fizessem o que está ao seu alcance, a situação poderia ser bem melhor do que é. Está você disposto a, pelo menos aqui e ali, se retirar deliberadamente das demais companhias para um lugar isolado, e ali colocar o Senhor diante dos seus olhos, e convocar a sua própria alma a uma estrita prestação de contas sobre os assuntos que eu acabo de mencionar, e dedicar-se a exercitar a sua razão sobre estes assuntos? Está você disposto, quando for à igreja para ouvir, a obrigar-se propositadamente a este dever de meditação como algo realmente necessário?
2. Ao meditar sobre estas coisas, esforce-se para despertar sua alma, e para ser muito sério em todos os seus pensamentos.
Não medite sobre estes assuntos da salvação do mesmo modo que o faria ao meditar sobre um assunto ordinariamente trivial, o qual você não considera ou dá importância; mas lembre-se de que a sua vida depende disso, e até mesmo a sua vida eterna. Assim, evoque os seus mais sinceros pensamentos, e desperte todos os poderes da sua alma, e não permita que eles fujam, mas ordene-os à ação; então, coloque os diversos pontos que eu mencionei diante de você, e, quando pensar sobre eles, esforce-se para ser afetado por eles em algum grau, conforme sua suma importância. Assim como Moisés disse a Israel ‘Aplicai o vosso coração a todas as palavras que hoje testifico entre vós, para que ordeneis a vossos filhos que cuidem em cumprir todas as palavras desta lei. Porque esta palavra não é para vós outros cousa vã, antes é a vossa vida' (Dt 32:46,47). E assim como Cristo disse, ‘Fixai nos vossos ouvidos as seguintes palavras... ' (Lc. 9:44), assim eu lhe digo: deixe que estes assuntos sobre os quais você pensar penetrem no seu coração e sejam profundamente enraizados, a fim de que vivifiquem os seus sentimentos.
E se o seu coração escapulir desta obra, e outros pensamentos rastejarem para dentro da sua mente, e você se enfastiar dessas considerações antes que elas realizem sua obra em você, atente para que não se entregue à preguiça ou má vontade, mas lembre-se que esta é uma obra que precisa ser realizada, e assim mantenha seus pensamentos nestas coisas até que o seu coração seja comovido e aquecido dentro de você.
E, se apesar de tudo, você não conseguir despertar seus pensamentos à seriedade e sensibilidade, coloque para si mesmo duas ou três destas despertadoras questões:
(1) O que aconteceria com o meu corpo, meu estado, ou nome, se eu não os considerasse diligentemente? Se alguém apenas me prejudicar, quão facilmente posso meditar nisso, e quão prontamente eu o sinto; e quão dificilmente eu esqueço! Se o meu bom nome for desonrado, e eu for desgraçado, eu posso pensar nisso noite e dia. Se eu perder uma propriedade, ou tiver algum sofrimento no mundo e vier a experimentar a decadência, eu posso pensar a respeito com grande sensibilidade. Se eu perder um filho ou um amigo, eu poderei tanto sentir como pensar sobre isso. Se a minha saúde declinar, e a minha vida estiver em perigo, eu estarei bem disposto a pensar seriamente. Não deveria eu pensar com igual seriedade sobre os assuntos concernentes à vida eterna? Não deveria pensar eu sóbria e diligentemente nestas coisas, quando o corpo e a alma estão em jogo, e quando o assunto diz respeito ao meu gozo ou tormento eterno?
(2) O que aconteceria se eu apenas ouvisse o próprio Filho de Deus me convocando a arrepender-me e a ser convertido , concluindo a Sua exortação com a séria expressão, ‘ Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça' ? Isto não me levaria a sérias considerações sobre o meu estado? Por que, então, que isto que Ele fez quando estava no mundo, e que continua a ser feito pelos seus embaixadores, não deveria levar-me à séria consideração?
(3) O que aconteceria se eu soubesse que a morte está às minhas costas e pronta para me arrastar , e que eu estaria no outro mundo daqui a menos de uma semana? Eu certamente começaria a considerar estas coisas com empenho. Por que, então, eu não faço isto agora, quando sei que não posso controlar uma hora sequer do curso da minha vida, e que é certo que dentro de pouco tempo esta hora virá?
(4) O que aconteceria se os meus olhos apenas fossem abertos para ver aquilo que eu digo crer, e que é certamente verdadeiro? Sim, se me fosse dado um vislumbre da majestade do Senhor, e eu pudesse ver os santos em alegria e glória, e ver as almas perdidas em miséria, e se ouvisse suas lamentações, não induziria isto o meu coração à meditação? Oh, com que diligência eu não pensaria então nestas coisas! Por que então eu não faço isto agora, visto que estas coisas são tão certas como se eu as estivesse vendo, e visto que muito em breve as verei?
Muitas outras questões despertadoras como estas estão à disposição, mas eu apenas toquei brevemente nestas coisas que são as mais comuns e óbvias, e que mesmo os mais ignorantes destas realidades estarão habilitados a delas fazer uso. Com tais pensamentos você pode dar partida ao seu coração negligente, sacudi-lo da sua insensibilidade, e despertar seus pensamentos à ação.


Fonte: Extraído de Medita Estas Coisas . Editora Clássicos Evangélicos, Ananindeua-PA:1990. Traduzido por Paulo Anglada do Original inglês Directions and Persuasions to a Sound Conversion (Directions One to three) 
Extraído de Monergismo.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Dando frutos para a glória de Deus

Quais os segredos da vida frutífera? João 15

1 – O primeiro segredo é a poda da planta.

Deus é um jardineiro incansável, podando todo o ramo que dá fruto para que frutifique ainda mais.

A conversão não é o fim da vida cristã e sim o começo. Quando somos aceitos por Deus, quando Deus, pelo seu Espírito, nos leva a Jesus(joão 6.44) é poruqe Ele nos escolheu para sermos seus filhos e para que demos frutos para a sua glória.

“Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”(João 6.37; 1.11-13; 15.16).

“Portanto, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo” (II Co 5.17).

E nesta novidade de vida Deus vai nos moldando conforme a sua vontade, vai tirando de nós tudo aquilo que não lhe agrada, vai nos lavando por meio da sua palavra e a operação do seu Espírito Santo dentro de nós.(Jr 18; João 14.16,17) (Ef 5.26; Jo 17.17)

Muitos querem fazer o que só compete a Deus. “Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc. 4.6)

Tudo o que Deus faz é por meio de sua palavra(salmos 33.6,9; João 15.3;). A palavra é o veículo da vontade de Deus. Onde está a palavra em sua vida? O prazer do justo é…(salmos 1.1-3). Nós vamos dar frutos permanentes quando a palavra de Deus estiver no centro das nossas vidas! Jesus é a palavra (João 1.1-18).

2 – O segundo segredo da vida frutífera é a permanência dos ramos na videira.

Essencialmente ser um crsitão é estar em Cristo, é permanecer em Cristo e Cristo em nós. A vida cristã se inicia, se desenvolve e se consuma em Jesus, por isso:

* Precisamos andar na palavra Dele (Mateus 14.28-31)(VEM). Enquanto Pedro esteve sob a palavra de Jesus ele andou sobre as águas. Maas quando ele desviou seus olhos de Jesus e endureceu o seu coração à sua palavra ele naufragou. Se não permanecermos no Autor e Consumador da nossa fé nós afundaremos em nossa vida cristã. Apocalipse 3.17,20 retrata bem isso. A Igreja que deixa Jesus do lado de fora tem uma imagem errada de si mesma e está cega espíritualmente.

* Nem tudo que dá certo é certo. Números 20.8-12 é um exemplo disto. Deus mandou Moisés falar a rocha e ele a feriu. A água jorrou, deu certo, mas Deus não se agradou. A rocha simboliza Jesus, que em Êxodo 17.1-7 foi ferido por nossos pecados e em Números agora deve ser intercedido por nós por meio da oração.

* Precisamos permanecer ligados ao Cabeça da Igreja, ouvir Dele, ser guiados por Ele, obedecer a Ele(João 15.4-7). Sem direção do alto nós estamos fadados ao fracasso. Nossa luta é espiritual, e se não depender Daquele que é o dono de nós estamos dizendo para Ele que não necessitamos da sua ajuda. Caímos no pecado de Adão.

3 – O terceiro segredo da vida frutífera é a nutrição dos ramos na videira (João 15.8-10). Lemos no Salmo 1 que aquele que tem o seu prazer na lei do Senhor é como a árvore plantada junto a ribeiros de águas que dá os seus frutos na estação própria… Aleluia. Aquele que é podado por Deus e permanece NEle é nutrido pelo seu Espírito através de sua palavra. Acontece que muitos de nós estamos sendo nutridos por água parada- desnutridos diga-se de passagem – sem vida, sem seiva, sem unção do alto. E água parada dá dengue – cuidado – e muitos estão enfermos. Há morte na panela (II Reis 4.38-41) Estão comendo comida venenosa sem se dar conta. Não frutificam porque não estão sendo nutridos pelos rios do Espírito de Deus (João 7.37,38) Mas há esperança (João 15.15,16), pois Deus nos escolheu para darmos frutos. Basta nós atentarmos para a sua palavra e termos a humildade para reconhecermos nossos pecados e voltarmos para o centro da sua vontade.

Jesus quer ser Senhor e não só Salvador de nossas vidas! Ele é o cabeça da Igreja; e nós precisamos da orientação do seu Espírito para vivermos debaixo da sua vontade.

Se estivermos arraigados e fundados em Crsito daremos frutos para a glória de Deus (Efésios 3.17).

LANCE RAÍZES PARA BAIXO E DARÁ FRUTOS PARA CIMA. (ISAÍAS 37.31)